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Armadura ele não tinha. A espada e o escudo deixou de lado. Jó Santos é um tipo particular de guerreiro. Sua principal arma não é visível aos outros. Mas a eficiência dela é inquestionável. Afinal, foi com ela que Jó venceu sua maior batalha até hoje.
Dono de uma empresa muito famosa, Jó chegou a ser capa de revista algumas vezes por causa de sua influência no mundo dos negócios. Em uma de suas viagens a trabalho, Jó passou por uma situação que marcou profundamente sua vida.
O percurso do empresário para Dubai não foi nada tranquilo. O avião precisou fazer um pouco de emergência em Socotorá, arquipélago no Oceano Índico, devido a um problema no motor. O medo tomou conta da tripulação. Além de não conhecer o lugar, eles estavam sem mantimentos.
Peter Galga, piloto, Hugo Terra, copiloto, e Janet Maia, comissária de bordo, formavam a equipe da aeronave. Jó optou por viajar sozinho. Não convidou nenhum de seus sócios ou funcionários para a expedição econômica. Peter e Hugo se apressaram em verificar o problema do avião, pois já estava anoitecendo.
Janet ficou desesperada. Ela não queria sair do avião. Jó estava tranquilo. Ele tentou acalmá-la com algumas palavras, ressaltando que tudo iria ficar bem. Mas ela não deu ouvidos. Janet não tinha coragem nem de olhar o lugar em que o avião havia pousado. Jó levantou-se e foi em busca de informações.
O local em que eles estavam era deserto. Não tinha nenhum sinal de comunicação. A ilha era uma obra de arte da natureza. Os pilotos encontraram o problema do avião, mas não conseguiriam resolver rápido. Mesmo que resolvessem em poucas horas, o espaço em que estavam não era uma pista favorável para decolar um avião. Eles iriam passar a noite no lugar.
"Vamos morrer", gritou Janet ao descobrir a possibilidade de passar a noite em uma ilha sem nenhuma comunicação. Jó explicou que eles iriam arrumar alguma forma de resolver tudo. Peter entrou no avião para tentar acalmar a jovem comissária. Hugo, sem palavras, saiu para buscar lenha. Jó não sabia o que fazer.
O céu estrelado atraia o olhar de todos. O lugar de fato era lindo. Incrível. Trocaram algumas palavras. Jó pediu perdão por colocá-los nessa situação. Ele se sentia culpado. Peter tentava convencê-lo do contrário. Janet não consegui conter o medo. Hugo, sem dizer nenhuma palavra, saiu do lugar onde o grupo se aquecia e foi para o avião. Os outros seguiram o copiloto poucos minutos depois.
Jó demorou a pegar no sono. Ele não conseguia parar de pensar no que iria fazer em Dubai e no que estava acontecendo a tripulação. Era inacreditável. Mesmo inquieto conseguiu cochilar poucas horas. O raiar trouxe luz para dentro da aeronave. Ao levantar-se para falar com Peter e Hugo, percebeu algo estranho no avião. Olhou para o lugar em que Janet estava dormindo e não a viu. Jó ficou preocupado. Não encontrou ninguém dentro da aeronave. Ao sair, viu que a fogueira que eles tinham feito na noite anterior havia sumido.
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