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E o que é que tem a ver mulher com paz? Muita coisa. Vamos entender a partir de uma breve história que li em um livro. Certa vez, por ocasião da morte de uma rainha europeia houve um cortejo até um mosteiro. Ao chegarem, o príncipe herdeiro bateu a porta e pediu para que a abrissem para a rainha, porém, os que estavam dentro do lugar disseram que não a conheciam. O príncipe voltou a bater dizendo que abrissem para aquela que realizou muitas obras de caridade, no entanto, novamente uma voz lá de dentro disse que não a conhecia. Pela terceira vez, o príncipe bateu agora falando aquilo que ela realmente era: uma mulher que precisava de um lugar para ficar.
O título de rainha e as ações que realizou durante sua vida não foram relevantes para que ela entrasse no mosteiro, ou melhor, para que ela encontrasse um lugar para “descansar em paz”. Foi necessário o reconhecimento de sua essência: mulher que precisa. Nesta história a mulher precisa de um lugar, mas se este “que precisa” for complementado com o desejo de todo ser humano, teremos “mulher que precisa ser feliz”. O caminho do autoconhecimento leva a descoberta da essência de cada ser e por meio disso a plena felicidade.
As mulheres atualmente assumem muitas posturas, ou papéis como alguns autores gostam de definir. Temos, por exemplo, a mulher filha, a mulher mãe, a mulher esposa. Em qualquer que for a postura de uma mulher, seja em profissões masculinas, seja em posições privilegiadas na sociedade, ou até mesmo nas mais adversas do ponto de vista do senso comum. Seja qual for, haverá traços específicos de sua essência: mulher que precisa ser feliz. A palavra mulher ganha peso, pois na medida em que há este descobrimento do ser mulher, há também o autoconhecimento de si mesma. A partir disso, desta experiência de paz plena, todo o potencial, todo o melhor do ser mulher é colocado à disposição do bem comum, proporcionando outro fenômeno: a comunhão com a humanidade.
Artigo apresentado à disciplina de Jornalismo Impresso I

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