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| Da Internet |
"Digamos, para começar, que uma programação informativa não consiste, nem se
resolve, colocando um noticiário, ou dois boletins, ou quatro revistas informativas ao longo do dia.
O formato informativo permeia toda a programação, como o fermento a massa do bolo. Não é uma
frase poética. Como veremos adiante, o formato deve impregnar tudo, até a atitude jornalística
reinante em cada um dos produtores da emissora, e não só da equipe de imprensa.
O rádio informa o tempo todo. Essa é sua identidade, sua melhor possibilidade
tecnológica. Não como os jornais, que saem uma vez ao dia. Nem como a televisão, que tem seus
espaços entremeados de notícias. No rádio, a notícia não é a visita, é a dona da casa. A notícia
entra e sai à vontade na programação, instala-se em todos os espaços. O rádio é o último meio de
comunicação que permite dar continuidade à informação, ou melhor, acompanhar a informação,
uma vez que o imediatismo da conexão permite que vá ao lado dos acontecimentos e não na
retaguarda. E isso, durante o dia inteiro e durante todos os dias. A periodicidade da informação radiofônica assemelha-se aos batimentos cardíacos. Não pára nunca"¹.
Nem mesmo a internet é tão imediata quanto o rádio!
¹ Referência Bibliográfica: VIGIL, José Ignacio López. 2005. Manual urgente para radialistas apaixonados. Ed. Paulinas. pp. 247-248

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