A obrigatoriedade do diploma é
uma questão relevante, mas não devemos nos prender somente a ela, pois existem
outras que merecem destaque como a ética jornalística
O jornalismo não é uma profissão
fácil, podemos perceber isso se pararmos para analisar os embates éticos que
diversas vezes os jornalistas se deparam. São conflitos de interesses que
comprometem a liberdade de expressão. Há situações em que os interesses de
pessoas ou entidades querem impedir que uma determinada informação seja
publicada. O que fazer diante de casos assim?
Em meio a tanta informação,
poucas foram às vezes em que se parou para refletir, nos meios de comunicação, sobre
a profissão de jornalista. Eis que não tenho esta pretensão, pois quem sou eu
para fazer tal reflexão. O que pretendendo com este texto é apenas expor como
vejo o ambiente jornalístico a partir daquilo que me é apresentado na faculdade
e através dos jornais.
A obrigatoriedade do diploma é
ainda o tema central quando se fala de jornalismo. É um debate válido, mas que
desvia o foco de uma discussão que é muito mais séria: a ética jornalística. Em
relação a esta, é necessário uma discussão mais aprofundada pelos próprios
jornalistas afim de melhor lidarem com situações complexas que rotineiramente
ocorrem no exercício da profissão.
O jornalismo não é uma profissão
fácil, podemos perceber isso se pararmos para analisar os embates éticos que
diversas vezes os jornalistas se deparam. São conflitos de interesses que
comprometem a liberdade de expressão. Há situações em que os interesses de
pessoas ou entidades querem impedir que uma determinada informação seja
publicada. O que fazer diante de casos assim?
Não há uma fórmula objetiva que
ajude o jornalista nestes casos. O jornalista precisa ser bem formado para
lidar com situações assim, pois, se for um jornalista inexperiente e sem
formação, a possibilidade de fazer escolhas que podem ter graves consequências
é maior. O profissional precisa conhecer a experiência de profissionais que já se
depararam com problemas complexos, mas que conseguiram resolvê-los da melhor
forma.
Pesquisadores como Bill Kovach e
Tom Rosenstiel defendem que “a principal finalidade do jornalismo é fornecer
aos cidadãos as informações de que necessitam para serem livres e se
autogovernar”. O jornalista precisa ter em mente que seu compromisso é, antes
de tudo, com o direito à informação dos cidadãos. Eugênio Bucci, Doutor em
Comunicação, adverte que a ética jornalística existe porque a comunicação
social é lugar de conflito. Este se dá entre os interesses do
público leitor e do público anunciante de um mesmo jornal.
A credibilidade de um veículo
jornalístico vai ao encontro da ética dos profissionais que nele trabalham. Mas
o que é ética no jornalismo? Bill Kovach e Tom Rosenstiel escreveram um livro
chamado Os Elementos do Jornalismo em
que eles elencam alguns pontos essenciais para o exercício da profissão. Estes
pontos nos ajudam a compreender como o jornalista deve proceder em sua
profissão. Os autores falam da ética jornalística, da função do jornalismo, da
apuração jornalística, do direito à informação, do jornalismo como observador
do poder político, da importância dos fatos para serem noticiados... É um livro
que faz uma análise do cenário jornalístico americano no final do século XX e
que trata de questões relevantes para todos os profissionais de jornalismo.
A obrigatoriedade do diploma é,
de fato, uma questão importante, mas não podemos esquecer outras que têm a
mesma, ou até maior relevância, como a ética jornalística. O debate sobre este
tema por parte dos profissionais é importante para, de certa forma, aperfeiçoar
a atividade jornalística. O debate precisa existir para além das universidades
e precisa da participação da maior parte de jornalistas, que estão no mercado
de trabalho, pois são eles quem melhor conhecem os casos a serem discutidos. Não
tenho a pretensão de fazer uma reflexão sobre a questão, mas chamo a atenção
para que o tema seja discutido por aqueles que têm propriedade para falar.
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